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Cena/USP estuda contaminação por antibióticos e resistência bacteriana

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Sergio Monteiro fez sua tese no laboratório de Ecotoxicologia

Sergio Monteiro fez sua tese no laboratório de Ecotoxicologia

A crescente resistência dos micróbios frente aos antibióticos foi objeto de estudo do pesquisador Sérgio Henrique Monteiro, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Proteção Ambiental do Instituto Biológico. Realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), o doutorando utilizou o tratamento de peixes com esses remédios para defender sua tese, apresentada no mês de junho de 2014.

Com o tema Ocorrência de antibióticos e estudo de resistência microbiana em sistemas aquaculturais do Rio Paraná, Reservatório de Ilha Solteira, na região de Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, Monteiro pesquisou a contaminação por antibióticos em água, sedimento e peixes e fez a avaliação da resistência bacteriana de quatro pisciculturas no período de um ano.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em abril, o primeiro relatório sobre a situação da resistência bacteriana no planeta e o panorama é tão crítico que o diretor de Segurança em Saúde da entidade afirmou que o mundo está entrando em uma era pós-antibiótico. Ou seja, doenças antes quase que inofensivas poderão se tornar perigosíssimas”, explicou.

Iniciado em 2011, o estudo realizado no Cena/USP já se antecipou a esta previsão com uma pesquisa a respeito desse assunto. “A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural. Mas, se não levada a sério, pode provocar o aparecimento de bactérias resistentes nos peixes, no ambiente e riscos à saúde pública, com a transferência destas bactérias para o homem”, explicou Valdemar Luiz Tornisielo, professor do laboratório de Ecotoxicologia do Cena/USP e orientador da tese.

A pesquisa foi feita em conjunto entre o Cena/USP, responsável pela determinação dos resíduos de antibióticos, e pela equipe da doutora Fabiana Garcia da APTA/Votuporanga, que realizou os estudos de seleção de resistência bacteriana. “Foi um trabalho de três anos e envolveu áreas de química analítica, ambiental, zootecnia, veterinária, biologia e ecologia. Visamos com esse trabalho a sustentabilidade da produção de pescado, trazendo benefícios ao homem e ao ambiente”, afirmou Monteiro.

Com investimentos de R$250.000,00, que foram utilizados para a compra de equipamentos, a pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Bióloga mexicana estuda eficiência na aquisição do fósforo no milho

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Jeannette Jimenez em casa de vegetação no Cena/USP

Jeannette Jimenez em casa de vegetação no Cena/USP

Considerado o centro de origem do milho no mundo, essa cultura é cultivada há milhares de anos no México, onde quase 80% das sementes plantadas são variedades nativas, também conhecidas como ‘milhos crioulos’, ou caipiras, e que se desenvolvem nos férteis solos do país, porém pobres em alguns nutrientes, como o fósforo.

Esse nutriente pode até existir na área plantada e em razoável quantidade, entretanto, é escasso na forma disponível, devido a dinâmica da raiz da planta no solo, como acontece também aqui no Brasil.

Na tentativa de preservar essa diversidade genética, o país tem a árdua missão de controlar o plantio de espécies transgênicas no sentido de manter as características tradicionais dessa cultura, conservando seu material genético. E é exatamente esse o objetivo da bióloga Jeannette Bayuelo Sofia Jiménez, pesquisadora do Instituto de Investigaciones Agropecuarias y Forestales de la Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo, do México, que vem desenvolvendo sua pesquisa no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).

“Precisamos encontrar soluções para o aumento da produção do milho mexicano com base na eficiência da aquisição do fósforo. Para tanto, estou pesquisando como e quanto essas plantas absorvem de fósforo”, afirmou a professora mexicana que tem sua linha de pesquisa voltada ao estudo dos recursos genéticos de plantas adaptadas ao estresse de nutrientes e seu uso potencial em programas de melhoramento.

“Tenho focado meus estudos na biologia da raiz e da sua relação com a adaptação de variedades crioulas de milho em solos deficientes de fósforo. Minha meta é desenvolver um sistema de produção mais eficiente quanto ao uso dos nutrientes aplicados no solo”, explicou Jeannette.

O estudo vem sendo financiado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), através de um projeto de cooperação regional. “Já identificamos variedades crioulas de milho adaptadas ao solo pobre de fósforo existente no México e isso pode facilitar a adoção de técnicas de reprodução”, completou.

Para seus estudos, Jeannette vem usando o laboratório de radioisótopos, com a supervisão do professor Takashi Muraoka, especialista em fertilidade do solo e nutrição de plantas, com ênfase em uso de técnicas isotópicas.

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Doutoranda de Portugal desenvolve procedimento para detectar adulteração no leite

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia do Porto

Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia do Porto

Por meio de projeto de convênio científico binacional, existente entre a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade do Porto (UP), a pesquisadora Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia-UP, está em estágio nos laboratórios de Química Analítica e de Ecologia Aplicada do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).

Aluna do Doutoramento em Ciências Farmacêuticas, a portuguesa ficará cerca de 70 dias no Brasil, em trabalho experimental visando o desenvolvimento de procedimento analítico para a determinação de formaldeído como adulterante do leite e avaliação da toxicidade de líquidos iônicos (ILs) frente a diferentes organismos.

“Esses dois assuntos são recentes e relevantes na área de Química. Os ILs foram propostos como extratores alternativos aos solventes orgânicos, com vantagens de serem ambientalmente mais amigáveis. A pesquisa é atual devido às frequentes adulterações de leite por formaldeído e aspectos ainda não esclarecidos quanto à ecotoxicidade dos ILs”, informou Fábio Rocha, professor que, em colaboração com a professora Regina Monteiro, irá orientar Susana durante o estágio.

Apesar de ser um composto orgânico tóxico, o formaldeído serve para inibir o crescimento de microrganismos, sendo muito usado como conservante em diversos produtos. É também frequente, na adulteração de leite, a adição de formaldeído para minimizar a contagem de bactérias e aumentar o tempo de conservação.

“Pretendemos extrair o formaldeído do leite usando líquidos iônicos e depois determinar os níveis do adulterante, confrontando com os valores aceitáveis. Também pretendemos avaliar a toxicidade dos ILs usados na extração, tema correlato ao de minha tese de doutoramento, voltada à avaliação da sua toxicidade em organismos existentes habitualmente no meio aquático. Os resultados desta pesquisa permitirão avaliar se, realmente, os ILs podem ser considerados solventes verdes, isto é, que não agridem o meio ambiente”, afirmou Susana.

“O que pretendo é compreender melhor seu impacto ao meio ambiente, visando aperfeiçoar suas aplicações e contribuir para a manipulação destes compostos quando liberados para o ambiente”, completou.

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Pesquisa analisa saúde de tartarugas marinhas em cinco regiões brasileiras

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Tartaruga verde acometida por fibropapilomatose

Tartaruga verde acometida por fibropapilomatose

Resultados das análises da bióloga Silmara Rossi que estudou tartarugas-verdes acometidas, ou não, por uma doença tumoral, a fibropapilomatose, capturadas em cinco regiões monitoradas pelo Projeto Tamar-ICMBio, indicaram exposição a compostos poluentes e sua provável acumulação no organismo dos animais amostrados.

O objetivo do estudo foi o de estudar aspectos relacionados à imunossupressão causada por esta doença, além de verificar a presença de compostos orgânicos chamados de bifenilas policloradas (PCBs).

“Utilizados em transformadores, capacitores, fluídos de transferência de calor e como aditivos na formulação de plastificantes, tintas, adesivos e praguicidas, os PCBs estão proibidas no Brasil em 1981, porém 31% da sua produção mundial atingiu o meio ambiente. Como possuem a capacidade de se acumularem nos seres vivos, podem causar diversos efeitos em sua saúde e, por isso, podem estar relacionados com o desenvolvimento da fibropapilomatose nas tartarugas verdes”, explicou Silmara.

A tese teve orientação da professora Eliana Reiko Matushima. Já as análises de PCBs foram realizadas no laboratório de Ecotoxicologia, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), sob a supervisão do professor Valdemar Luiz Tornisielo.

As tartarugas-verdes, da espécie Chelonia mydas, foram capturadas com a colaboração das equipes do Projeto Tamar-ICMBio, nas cidades de Florianópolis/SC, Ubatuba/SP, Vitória/ES e Almofala/CE, além da ilha de Fernando de Noronha/PE, e contribuíram para possibilitar a obtenção das amostras sanguíneas das tartarugas.

Durante três anos, entre agosto de 2010 e novembro de 2013, foram coletadas amostras e os resultados obtidos em 49 animais indicaram 33 com fibropapilomatose para aqueles que tiveram analisadas a atividade dos leucócitos e provenientes de Ubatuba. Já nas 80 tartarugas que tiveram os PCBs analisados, 59 não apresentaram fibropapilomatose e 21 tiveram a doença identificada.

“Os animais acometidos tiveram maiores concentrações dos compostos, com algumas exceções para as tartarugas capturadas em Vitória. Correlações indicaram que conforme aumentou a concentração de PCBs nas amostras, aumentou a atividade dos linfócitos. Porém, outros experimentos ainda precisam ser realizados para confirmar a relação dos poluentes com a fibropapilomatose”, afirmou Silmara.

A tese de doutorado, denominada ‘Análise da atividade de leucócitos e de bifenilas policloradas aplicada ao estudo da fibropapilomatose em Chelonia mydas (Testudines, Cheloniidae) (Linnaeus, 1758)’, contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). E Silmara estava ligada ao Programa de Pós-Graduação Interunidades Cena/Esalq, na área de concentração de Ecologia Aplicada.

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