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Alunos recebem menção honrosa no 21º Siicusp

Escrito por Marcelo. Postado em Notícias

Em sua edição 2013, o 21º Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo (Siicusp) contemplou com menção honrosa dois trabalhos de alunos do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena/USP).

Cerca de quatro mil trabalhos foram inscritos nesta edição e os 150 melhores foram homenageados com Menção Honrosa. A cerimônia de premiação ocorreu no dia 9 de dezembro, na Cidade Universitária (SP).

Divido em áreas de conhecimento, o Cena/USP que pela primeira vez organizou o evento, recebeu trabalhos na área de Agropecuária, sendo que 54 foram apresentados oralmente, além dos 540 ‘posters’. Desse total, 18 trabalhos foram selecionados para Menção Honrosa, sendo dois da instituição localizada no campus da USP de Piracicaba.

Os contemplados foram João Luiz Bigatão Souza, orientado do professor Paulo Cesar Ocheuze Trivelin; e João Augusto Cruz Lopes, orientado da professora Tsai Siu Mui.

“Para o Cena/USP, que não tem curso de graduação, o Simpósio de Iniciação Científica da USP tem grande importância, pois é a forma de exercermos a atividade de docência com aquilo que fazemos de melhor: ensinar através da pesquisa, principal objetivo desse programa”, afirmou o professor Adibe Luiz Abdalla, presidente da Comissão de Pesquisa do Cena/USP.

Membro do Conselho de Pesquisa da USP e um dos organizadores dessa edição, Abdalla aproveito para agradecer os servidores do Cena e da Esalq, que neste ano se dividiram na organização do evento.

“Esta foi a primeira vez que o campus compartilhou seus funcionários e a infraestrutura para a realização do Siicusp. Acho que a iniciativa teve grande sucesso pela colaboração conjunta do Cena e da Esalq na condução das atividades de um evento que é  o maior de toda a USP”, completou.

Agricultura pode ser aliada na conservação da biodiversidade

Escrito por Marcelo. Postado em Notícias

Além da produção de alimentos, serviços e energia, as paisagens agrícolas têm uma função secundária, mas não menos importante, que pode e deve ser fortalecida: a conservação da diversidade biológica.

O tema foi abordado por Luciano Martins Verdade, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP), durante o último encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota-Fapesp Educação, organizado pelo Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade de São Paulo (Biota). Realizado no dia 21 de novembro, na sede da Fapesp, o evento teve como tema “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.

“Existe atualmente um conflito entre o setor produtivo e o de conservação. Mas a produção tem de levar em conta a conservação da biodiversidade, que já está lá e pode ser ainda mais rica. Em contrapartida, as iniciativas ambientalistas ligadas à conservação devem considerar o papel que a agricultura tem para a civilização. Não dá para 7 bilhões de pessoas voltarem a ser coletoras. A importância da agricultura é muito grande para que a gente possa se dar ao luxo de ser contra”, defendeu Verdade.

O professor da USP, que também é membro da coordenação do programa Biota-Fapesp, acaba de concluir um Projeto Temático no qual estudou o processo histórico de mudança da paisagem agrícola no Estado de São Paulo desde os anos 1850 – quando surgiram as primeiras propriedades privadas – e seu resultado nos padrões atuais de diversidade biológica.

“A história dessa estruturação fundiária logicamente determinou a estrutura da paisagem. Essas grandes estâncias, as sesmarias, foram sendo divididas e cidades foram surgindo em função do comércio proveniente dessas propriedades. Isso tudo se refletiu na estrutura atual de paisagens agrícolas, que tem uma determinada diversidade biológica”, disse Verdade.

Segundo ele, atualmente, ainda predominam no Estado de São Paulo as pastagens voltadas à criação de gado bovino – seguidas pelos canaviais para a produção de etanol e pelas florestas de eucalipto destinadas à produção de papel e celulose.

“Nessas propriedades há mais remanescentes florestais do que nas Unidades de Conservação (UCs) do Estado e, quando começamos o projeto, as paisagens agrícolas nem sequer eram consideradas habitats pelos ambientalistas. Diziam que lá não tinha bicho para ser preservado, mas qualquer pessoa que já tenha pisado em um canavial ou em um eucaliptal sabe que isso não é verdade”, disse.

De acordo com os resultados do Temático, há nas paisagens agrícolas de São Paulo 27 diferentes espécies de mamíferos de médio e grande porte, 17 espécies de mamíferos de pequeno e médio porte, 202 espécies de aves, 18 de répteis, 31 de anfíbios e 55 de peixes. “A maioria é de espécies generalistas, ou seja, aquelas que usam a paisagem como um todo e não ficam restritas apenas aos fragmentos de vegetação nativa”, explicou Verdade.

Ainda de acordo com os dados do Temático, as plantações de eucalipto são menos permeáveis às aves do que as pastagens, porém mais convidativas para mamíferos e anfíbios. São presenças frequentes no eucaliptais, por exemplo, o tamanduá (Myrmecophaga tridactyla) e a onça parda (Puma concolor). Já nas pastagens é possível observar a presença da seriema (Cariama cristata), da coruja-buraqueira (Athene cunicularia) e do tucano-toco (Ramphastos toco), por exemplo.

“Mamíferos de médio e grande porte, como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), são menos diversos em pastagens, porém comuns em canaviais. Os roedores e seus predadores são mais frequentes em canaviais do que nos fragmentos de mata nativa”, disse Verdade.

“Uma das principais conclusões do projeto é que essa diversidade não pode ser vista momentaneamente. Ela não é fruto da estrutura espacial de hoje e sim do processo histórico que a formou. Os padrões de diversidade biológica mudam na medida em que muda o uso da terra. E o uso da terra está mudando no Estado de São Paulo”, afirmou Verdade.

De acordo com o pesquisador, há hoje uma grande pressão socioeconômica para que as pastagens de baixa produtividade sejam substituídas pelos canaviais e pela silvicultura, o que terá grande impacto sobre o meio físico e sobre as espécies que ali habitam.

“Haverá, por exemplo, um maior uso de fertilizantes, defensivos agrícolas e outros produtos químicos, o que praticamente não ocorre nas pastagens. Hoje é impossível saber se a mudança será boa ou ruim. Vamos começar a ter capacidade de prever cenários quando entendermos esses processos históricos, socioeconômicos, culturais, evolutivos, ecotoxicológicos que determinam os padrões de diversidade biológica”, disse Verdade.

Na avaliação do professor da USP, além de ampliar o entendimento dos processos que determinam os padrões de diversidade biológica é preciso que os envolvidos com biologia da conservação invistam em inovação tecnológica.

“Com a ampliação da base conceitual e inovação tecnológica poderemos ajudar no processo de tomada de decisão ligados à governança. Poderemos, de fato, dar às paisagens agrícolas a sua missão multifuncional. Manter o seu caráter de produção de espécies domesticadas, mas associar a ele uma missão secundária, mas não menos relevante, que é a de promover a conservação de espécies selvagens”, defendeu.

No encerramento do encontro, o coordenador do Programa Biota-Fapesp, Carlos Alfredo Joly, anunciou a realização de um novo ciclo de conferências educativas em 2014. O objetivo da iniciativa é contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência, principalmente no ensino médio.

Entre os temas previstos estão “Serviços Ecossistêmicos – conceito e valores” (20/02), “Biodiversidade e Polinização” (20/03), “Biodiversidade e Proteção a recursos hídricos” (24/04), “Biodiversidade e Mudanças climáticas e biodiversidade” (22/05) e “Biodiversidade e Ciclagem de Nutrientes” (26/06).

Karina ToledoAgência Fapesp

Pesquisadores do Cena/USP publicam artigo na Nature

Escrito por Marcelo. Postado em Notícias

Alex Krusche e Jeffrey Richey, pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), tiveram o artigo Degradação de macromoléculas de origem terrestre no Rio Amazonas (Degradation of terrestrially derived macromolecules in the Amazon River) publicado na revista inglesa Nature Geoscience, uma das mais respeitadas publicações da área científica.

Publicado em parceria com outros sete estudiosos da área, o artigo relata o monitoramento, durante um ano, da degradação de macromoléculas de origem terrestre no Rio Amazonas, especialmente a lignina e a celulose, e seus produtos de degradação em amostras de água provenientes da foz do rio, utilizando a cromatografia gasosa e espectrometria de massa.

Os experimentos mostraram que a lignina e outros 95 compostos fenólicos desaparecem após alguns dias de incubação à temperatura ambiente do rio, comprovando a degradação biológica. O resultado mais surpreendente do estudo é que a remineralização desta fração da matéria orgânica, antes considerada bastante refratária nos rios, pode ser responsável por algo em torno de 75% da produção de dióxido de carbono (CO2) observada nestas águas.

“Portanto, a saturação de CO2 das águas dos rios da Amazônia e os elevados fluxos evasivos deste gás podem ter um componente de origem terrestre muito importante”, conclui Krusche.

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Funcionárias do Cena/USP passam por avaliação da Fapesp

Escrito por Marcelo. Postado em Notícias

Coordenadores do Gaic/Fapesp visitaram secretárias do Cena/USP

Um ano após o treinamento de seis funcionárias do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP) por uma equipe da Gerência de Apoio, Informação e Comunicação (Gaic), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), dois técnicos da agência de fomento paulista estiveram na instituição para uma avaliação sobre o andamento do trabalho. A reunião ocorreu na manhã de segunda-feira (5).

Maria de Lourdes E. Victoriano, Eliete Aparecida Furlan, Suzineide de Fátima M. de Almeida, Renata P. Maziero e Michele Santos, que representaram os laboratórios do Cena/USP, se reuniram com Márcia Regina Napoli, gerente do Gaic, e Ricardo Vieira.

Realizado em abril de 2012, o treinamento teve o envolvimento de vários setores da Fapesp, com o objetivo de eliminar gargalos que os pesquisadores encontram em sua atividade científica, ligados à elaboração das propostas de projetos científicos, o acompanhamento administrativo e ao processo de prestação de contas, para o qual geralmente não estão preparados, como afirmou na época o diretor administrativo da Fundação, Joaquim José de Camargo Engler.

“Não chega a ser uma avaliação, mas sim uma visita técnica com os profissionais que foram treinadas para saber os impactos e resultados do antes e depois do treinamento, se as expectativas e objetivos foram atendidos e se ainda restam dúvidas sobre o auxilio aos docentes, quanto a elaboração de propostas ou prestação de contas de bolsas”, explicou Regina.

 


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