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Arquivado por: maio, 2012

Cachaça é envelhecida instantaneamente

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Processo normal pode levar até três anos Cachaça boa é aquela envelhecida em tonel de madeira! Quem aprecia a bebida mais tradicional do país sabe que esse período de maturação, imprescindível para a obtenção de uma melhor qualidade, pode levar até três anos, já que, nesse tempo de amadurecimento, o produto estocado sofre reações químicas, melhorando suas características inclusive sensoriais e agregando mais valor. Para tanto, muitas pesquisas já foram realizados nos laboratórios de Irradiação de Alimentos e Radioentomologia do Cena/USP; Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq/USP; Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen/SP; Faculdade de Tecnologia de Piracicaba – Fatec e, recentemente, no laboratório de Radiobiologia e Ambiente, do Cena/USP. Todas são unânimes em afirmar que o processo de irradiação pode ser utilizado como um método alternativo de envelhecimento de cachaça, já que essa técnica acelera o processo convencional. A fórmula tradicional de envelhecimento da cachaça consiste em sua interação com madeiras, realizado pelo armazenamento do líquido por um longo período em barris. “Esse processo é uma das etapas mais importantes para a obtenção de uma cachaça de alta qualidade. As reações que ocorrem durante esse tempo favorecem a formação de compostos que influenciam no aroma, sabor e aparência da bebida”, explica Valter Arthur, professor que coordena um estudo que abrevia consideravelmente esse longo período. Baseados nos experimentos realizados neste e em outros laboratórios, é possível afirmar que o uso da irradiação numa dose 0,3 kGy (kilogray: quantidade de energia absorvida pelo material), considerada relativamente baixa, pode acelerar o processo de envelhecimento de cachaça. “Com essa metodologia, aceleramos o envelhecimento e obtivemos uma cachaça similar à convencional, quando comparado aos mesmos parâmetros”, comenta Arthur. Outra vantagem apresentada é a diminuição dos aldeídos, componente responsável pela famigerada dor de cabeça. “Conseguimos uma diminuição expressiva desse composto químico que está diretamente relacionado ao desconforto que se sente ao ingerir a bebida numa dose além do limite”, disse Juliana Angelo Pires, pós-graduanda do laboratório de Radiobiologia e Ambiente. Porém, para o aprimoramento do aspecto visual da bebida, a cachaça irradiada também vem sofrendo um período de envelhecimento. “Os apreciadores ainda preferem o destilado de cana-de-açúcar com a cor amarelada. Assim, ainda estamos utilizando a bebida semienvelhecida em tonéis de amendoim, pois essa coloração é normalmente obtida com a ajuda da madeira”. Pesquisa com métodos alternativos, como adição de caramelo, para a coloração da cachaça já está sendo realizada para eliminar a necessidade da estocagem em tonéis de madeira. “Além disso, já estamos incorporando extratos vegetais como própolis, urucum e outros para dar essa coloração à cachaça e incrementar atributos com propriedades biológicas. Consequentemente, isso aumentará ainda mais a viabilidade prática e econômica do processo de irradiação em larga escala de cachaça, pois somente o produto final, ou seja, as cachaças já engarrafadas e encaixotadas serão irradiadas para o envelhecimento”, finaliza Arthur. __________________ Engenho da Notícia Assessoria de Imprensa Cena/USP Tel: (19) 3302.0100 contato@engenhodanoticia.com.br

Programação da Semana 28/05 a 01/06/2012

Escrito por silvana. Postado em Notícias

28/05/2012 – 14h Anfiteatro Epaminondas S. B. Ferraz Defesa de Tese Discente: RAFAEL MARQUES PEREIRA LEAL Orientadora: Dra. Jussara Borges Regitano  Título: Ocorrência e comportamento ambiental de resíduos de antibióticos de uso veterinário. 30/05/2012 – 08h30 Anfiteatro Epaminondas S. B. Ferraz Defesa de Tese Discente: BERNARDO BERENCHTEIN Orientador: Adibe Luiz Abdalla Título: Avaliação do farelo de pinhão manso (Jatropha curcas L.) detoxicado na dieta de suínos. 28/05/2012 9h – SALA ALFA Qualificação – DOUTOR- Aluno (a): CYNHTIA ELISA WIDMER Orientador (a): Profa.Dra. Eliana Reiko Matushima Banca: Profa.Dra. Marcia Dalastra Laurenti Profa.Dra. Maria Ogrzewalska Titulo: “Perfil sanitário de cachorros do mato (Cerdocyon thous) da Serra São José, Minas Gerais” 29/05/2012 – 14h – SALA ALFA Qualificação – DOUTOR- Aluno (a): FLÁVIA LORDELLO PIEDADE Orientador (a): Profa.Dra. Silvia Maria Guerra Molina Banca: Profa.Dra. Paulo Eduardo Moruzzi Marques Prof.Dr. Paulo Sérgio Millan Titulo: “Análise jurídica das mudanças na classificação do uso da terra na Juréria-Itatins e proteção à sociobiodiversidade”. 01/06/2012 – 14h – SALA BETA Qualificação – DOUTOR- Aluno (a): MICHELI KOWALCKZUK MACHADO Orientador (a): Profa.Dra. Maria Elisa de P. E. Garavello Banca: Prof.Dr. Antonio Ribeiro de Almeida Junior Profa.Dra. Almerinda Antonia Barbosa Fadini Titulo: “Governança, conservação ambiental e diálogo de saberes na Área de Proteção Ambiental do Sistema Cantareira”.

Cena estuda resistência de micróbios aos antibióticos

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Pesquisa será feita em tanques-rede de tilápia em Santa Fé do Sul/SP A crescente resistência dos micróbios frente aos antibióticos utilizados em tratamentos de peixes será tema de estudo do laboratório de Ecotoxicologia, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), em Piracicaba/SP. Intitulada “Ocorrência de antibióticos e estudo de resistência microbiana em sistemas aquiculturais no reservatório de Ilha Solteira, na região de Santa Fé do Sul”, a pesquisa será financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimentos em torno de R$1 milhão, que serão utilizados para a compra de equipamentos de última geração entre outras ações. Conforme explica Valdemar Luiz Tornisielo, professor do Cena e coordenador do projeto, o fornecimento de ração enriquecida com antibióticos na criação de cardumes para prevenir a mortandade está criando micróbios resistentes aos remédios. “A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural. Mas, se não levada a sério, pode provocar o aparecimento de bactérias resistentes nos peixes, no meio ambiente e riscos à saúde pública, como a poluição da água”. Para as análises serão coletados água, sedimentos e peixes de tanques-rede de tilápias, onde o cardume é confinado para produção em alta escala. “As elevadas concentrações de antibióticos colocados na ração dos peixes devido à expansão da aquicultura intensiva vem proliferando o surgimento de microrganismos resistentes a esses mesmos antibióticos”, lamenta Tornisielo. “Como esse sistema de criação intensiva é de alta produtividade, a quantidade de ração e insumos tende a ser bem maior, fato que gera o uso de uma carga muito grande desses fármacos”, completa. O projeto está formatado em duas etapas. A primeira visa avaliar a ocorrência de resíduos de antibióticos nos compartimentos ambientais e nos peixes, relacionando aos parâmetros de criação e manejo sanitário adotados pelos aquicultores. A segunda vai verificar a resistência microbiana causada pela utilização desses antibióticos na criação de peixes. O estudo conta com a participação de cientistas de outros centros de pesquisa, como Sérgio Henrique Monteiro, do Instituto Biológico, e Fabiana Garcia, do Polo Regional da APTA de Votuporanga, responsável pelas análises de resistência microbiana. “Acreditamos que a pesquisa contribuirá para o crescimento da base acadêmica de conhecimentos sobre a gestão sanitária ambiental e análise de risco ecológico do aquanegócio, além da conscientização dos aquicultores, o que pode favorecer a economia para a criação do pescado e diminuir a contaminação ambiental”, afirma Tornisielo.