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Fapesp e Imperial College London anunciam resultado de chamada para projetos

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Imperial College London anunciam o resultado da primeira chamada de propostas lançada no âmbito do acordo de cooperação mútua. Das sete propostas para o intercâmbio entre as duas instituições, foram selecionados dois docentes Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).

O professor Carlos Clemente Cerri, do Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, teve aprovado seu projeto intitulado ‘Avaliação e orientação sustentabilidade na produção de cana-de-açúcar no Brasil’, já Luiz Antonio Martinelli, do Laboratório de Ecologia Isotópica, apresentou o projeto ‘Multifuncionalidade ecossistema sob mudança ambiental’.

Inicialmente, a chamada estimava apoiar apenas cinco propostas, mas a qualidade dos projetos apresentadas foi tamanha que decidiram apoiar outras duas para o intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e o Reino Unido.

“Estamos muito satisfeitos em trabalhar ao lado da Fapesp, um dos nossos principais parceiros internacionais, para promover uma nova série de iniciativas conjuntas com algumas das principais instituições de pesquisa de São Paulo. Estou muito satisfeito de ver a gama diversificada e empolgante de projetos que serão apoiados por esta parceria. Reunir cientistas de Londres e do Estado de São Paulo, dois centros globais de excelência em pesquisa e inovação, não só estenderá as fronteiras do esforço científico como conduzirá a descobertas que beneficiarão a sociedade em escala global”, disse James Stirling, pró-reitor do Imperial College London.

Fapesp e Imperial concederão, de cada parte, o equivalente a seis mil Libras Esterlinas (£6.000,00) por proposta por ano, pelo período de vigência estabelecido na concessão, para cobrir despesas de mobilidade. A duração máxima de cada projeto deve ser de 24 meses.

Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, “o investimento bilateral realizado pela Fapesp e pelo Imperial College London facilita a pesquisa colaborativa entre pesquisadores em São Paulo e seus colegas britânicos, criando oportunidades para ampliar os horizontes e o impacto da pesquisa científica para ambos os países”.

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Cena/USP estuda contaminação por antibióticos e resistência bacteriana

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Sergio Monteiro fez sua tese no laboratório de Ecotoxicologia

Sergio Monteiro fez sua tese no laboratório de Ecotoxicologia

A crescente resistência dos micróbios frente aos antibióticos foi objeto de estudo do pesquisador Sérgio Henrique Monteiro, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Proteção Ambiental do Instituto Biológico. Realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), o doutorando utilizou o tratamento de peixes com esses remédios para defender sua tese, apresentada no mês de junho de 2014.

Com o tema Ocorrência de antibióticos e estudo de resistência microbiana em sistemas aquaculturais do Rio Paraná, Reservatório de Ilha Solteira, na região de Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, Monteiro pesquisou a contaminação por antibióticos em água, sedimento e peixes e fez a avaliação da resistência bacteriana de quatro pisciculturas no período de um ano.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em abril, o primeiro relatório sobre a situação da resistência bacteriana no planeta e o panorama é tão crítico que o diretor de Segurança em Saúde da entidade afirmou que o mundo está entrando em uma era pós-antibiótico. Ou seja, doenças antes quase que inofensivas poderão se tornar perigosíssimas”, explicou.

Iniciado em 2011, o estudo realizado no Cena/USP já se antecipou a esta previsão com uma pesquisa a respeito desse assunto. “A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural. Mas, se não levada a sério, pode provocar o aparecimento de bactérias resistentes nos peixes, no ambiente e riscos à saúde pública, com a transferência destas bactérias para o homem”, explicou Valdemar Luiz Tornisielo, professor do laboratório de Ecotoxicologia do Cena/USP e orientador da tese.

A pesquisa foi feita em conjunto entre o Cena/USP, responsável pela determinação dos resíduos de antibióticos, e pela equipe da doutora Fabiana Garcia da APTA/Votuporanga, que realizou os estudos de seleção de resistência bacteriana. “Foi um trabalho de três anos e envolveu áreas de química analítica, ambiental, zootecnia, veterinária, biologia e ecologia. Visamos com esse trabalho a sustentabilidade da produção de pescado, trazendo benefícios ao homem e ao ambiente”, afirmou Monteiro.

Com investimentos de R$250.000,00, que foram utilizados para a compra de equipamentos, a pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Bióloga mexicana estuda eficiência na aquisição do fósforo no milho

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Jeannette Jimenez em casa de vegetação no Cena/USP

Jeannette Jimenez em casa de vegetação no Cena/USP

Considerado o centro de origem do milho no mundo, essa cultura é cultivada há milhares de anos no México, onde quase 80% das sementes plantadas são variedades nativas, também conhecidas como ‘milhos crioulos’, ou caipiras, e que se desenvolvem nos férteis solos do país, porém pobres em alguns nutrientes, como o fósforo.

Esse nutriente pode até existir na área plantada e em razoável quantidade, entretanto, é escasso na forma disponível, devido a dinâmica da raiz da planta no solo, como acontece também aqui no Brasil.

Na tentativa de preservar essa diversidade genética, o país tem a árdua missão de controlar o plantio de espécies transgênicas no sentido de manter as características tradicionais dessa cultura, conservando seu material genético. E é exatamente esse o objetivo da bióloga Jeannette Bayuelo Sofia Jiménez, pesquisadora do Instituto de Investigaciones Agropecuarias y Forestales de la Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo, do México, que vem desenvolvendo sua pesquisa no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).

“Precisamos encontrar soluções para o aumento da produção do milho mexicano com base na eficiência da aquisição do fósforo. Para tanto, estou pesquisando como e quanto essas plantas absorvem de fósforo”, afirmou a professora mexicana que tem sua linha de pesquisa voltada ao estudo dos recursos genéticos de plantas adaptadas ao estresse de nutrientes e seu uso potencial em programas de melhoramento.

“Tenho focado meus estudos na biologia da raiz e da sua relação com a adaptação de variedades crioulas de milho em solos deficientes de fósforo. Minha meta é desenvolver um sistema de produção mais eficiente quanto ao uso dos nutrientes aplicados no solo”, explicou Jeannette.

O estudo vem sendo financiado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), através de um projeto de cooperação regional. “Já identificamos variedades crioulas de milho adaptadas ao solo pobre de fósforo existente no México e isso pode facilitar a adoção de técnicas de reprodução”, completou.

Para seus estudos, Jeannette vem usando o laboratório de radioisótopos, com a supervisão do professor Takashi Muraoka, especialista em fertilidade do solo e nutrição de plantas, com ênfase em uso de técnicas isotópicas.

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Doutoranda de Portugal desenvolve procedimento para detectar adulteração no leite

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Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia do Porto

Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia do Porto

Por meio de projeto de convênio científico binacional, existente entre a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade do Porto (UP), a pesquisadora Susana Patrícia Fontes da Costa, da Faculdade de Farmácia-UP, está em estágio nos laboratórios de Química Analítica e de Ecologia Aplicada do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).

Aluna do Doutoramento em Ciências Farmacêuticas, a portuguesa ficará cerca de 70 dias no Brasil, em trabalho experimental visando o desenvolvimento de procedimento analítico para a determinação de formaldeído como adulterante do leite e avaliação da toxicidade de líquidos iônicos (ILs) frente a diferentes organismos.

“Esses dois assuntos são recentes e relevantes na área de Química. Os ILs foram propostos como extratores alternativos aos solventes orgânicos, com vantagens de serem ambientalmente mais amigáveis. A pesquisa é atual devido às frequentes adulterações de leite por formaldeído e aspectos ainda não esclarecidos quanto à ecotoxicidade dos ILs”, informou Fábio Rocha, professor que, em colaboração com a professora Regina Monteiro, irá orientar Susana durante o estágio.

Apesar de ser um composto orgânico tóxico, o formaldeído serve para inibir o crescimento de microrganismos, sendo muito usado como conservante em diversos produtos. É também frequente, na adulteração de leite, a adição de formaldeído para minimizar a contagem de bactérias e aumentar o tempo de conservação.

“Pretendemos extrair o formaldeído do leite usando líquidos iônicos e depois determinar os níveis do adulterante, confrontando com os valores aceitáveis. Também pretendemos avaliar a toxicidade dos ILs usados na extração, tema correlato ao de minha tese de doutoramento, voltada à avaliação da sua toxicidade em organismos existentes habitualmente no meio aquático. Os resultados desta pesquisa permitirão avaliar se, realmente, os ILs podem ser considerados solventes verdes, isto é, que não agridem o meio ambiente”, afirmou Susana.

“O que pretendo é compreender melhor seu impacto ao meio ambiente, visando aperfeiçoar suas aplicações e contribuir para a manipulação destes compostos quando liberados para o ambiente”, completou.

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