Arquivado por: agosto, 2011
O Estado de São Paulo – 27 de agosto de 2011
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Programação da Semana 29/08 a 02/09/2011
30/08/2011 – 08h30
Anfiteatro Prof. Epaminondas S. B. Ferraz
Dissertação
Discente: TALITHA JOANA KIEVITSBOSCH
Orientador: Dra. Adriana Pinheiro Martinelli
Titulo: Cultivo in vitro e desenvolvimento pós-seminal de espécies de Bromeliaceae com potencial ornamental
30/08/2011 – 14h00
Anfiteatro Prof. Epaminondas S. B. Ferraz
Dissertação
Discente: LINA CHUAN WONG
Orientador: Dra. Regina Teresa Rosim Monteiro
Titulo: Identificação e quantificação do gene pirrolnitrina (prnD) em Terra Preta Antropogênica da Amazônia por PCR em tempo real
01/09/2011 – 08h30
Anfiteatro Prof. Epaminondas S. B. Ferraz
Dissertação
Discente: OSVALDO JOSÉ RIBEIRO PEREIRA
Orientador: Dra. Célia Regina Montes
Titulo: Distribuição dos depósitos de argilas cauliníticas brancas associados à sistemas pedológicos Latossolo/ Espodossolo na região amazônica: análise de imagens orbitais e estudos de campo
01/09/2011 – 08h30
Sala Alfa – Central de Aulas
Exame de Qualificação
Discente: GREGORI DA ENCARNAÇÃO FERRÃO
Orientador: Brigitte Josefine Feigl
Titulo: Fontes de emissão de metano e óxido nitroso pela sucessão “soja-milho” nos estados de Mato Grosso e Rondônia
02/09/2011 – 14h00
Anfiteatro Epaminondas S. B. Ferraz
Dissertação
Discente: TATIANA MITSUSAKI RICCI XAVIER
Orientador: Dr. José Albertino Bendassolli
Titulo: Mineralização de timol e bisfenol-A via ozônio, radiação ultravioleta e peróxido de hidrogênio
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Pesquisadores estudam emissões de CO2 dos rios da Amazônia para a atmosfera
Apesar das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera estarem aumentando constantemente, principalmente em função da queima de combustíveis fósseis, a ciência ainda tem incertezas sobre as fontes e sumidouros deste gás no planeta. Na imensidão de seis milhões de quilômetros quadrados da Amazônia, por exemplo, estudos indicam que as florestas são as responsáveis. Porém, nos rios da região, as concentrações também são muito elevadas.
Diversas instituições de pesquisas do mundo tentam compreender este contexto, analisando a origem do gás e quanto dele vaga para a atmosfera. Os pesquisadores Alex Krusche, Maria Victoria Ballester e Reynaldo Victória, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), trabalham no monitoramento de 17 pontos de coleta, distribuídos nos mais variados tipos e tamanhos de rios, e angariam informações para tentar responder estas perguntas.
“Até meados de 2000, a ideia comum era de que os rios atuavam no ciclo global do carbono apenas transportando este elemento para os oceanos, na forma de carbonatos e partículas orgânicas. A partir de estudos realizados pelo nosso grupo de pesquisadores, assimilando evidências de outros, a importância da emissão de CO2 destes ambientes para a atmosfera assumiu papel de destaque. O rio Amazonas, por exemplo, lança 13 vezes mais carbono na atmosfera na forma de CO2 do que despeja no oceano em todas as outras formas”, conta Alex Krusche, que lidera a equipe de cientistas do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).
A origem exata de tanto CO2 no rio Amazonas é algo ainda pouco compreendido pela ciência, mas, como as concentrações são muito elevadas, ocorre um processo natural de trocas entre a água e o ar. “De maneira simplificada, é o mesmo que ocorre com uma água mineral com gás. Quando abrimos, logo surgem bolhas de CO2 saindo da água, pois tem muito mais deste gás dentro da garrafa do que no ar. Se deixarmos aberta por tempo suficiente chegará um momento em que as concentrações estarão em equilíbrio, ou seja, não vemos mais as bolhas. Quem esquece um copo de água com gás na mesa e vai beber depois percebe bem isto”, explica.
Na natureza, o que acontece é muito parecido. “Já medimos concentrações de CO2 nas águas do rio Solimões (um importante afluente do Amazonas) de oito mil partes por milhão (ppm), enquanto que há apenas cerca de 400 ppm no ar. Em alguns rios de cabeceira que drenam solos arenosos, observamos concentrações na água ainda maiores. Esse desequilíbrio faz com que saia mais CO2 da água do que entre, como o gás do refrigerante que se dissipa quando sai do recipiente”, define.
“Medir com exatidão todos os fluxos de CO2 em uma área do tamanho da Bacia Amazônica é algo bastante complexo, mas o exercício de tentar fazê-lo serve para entender um pouco mais sobre o papel desta região no ciclo global de um elemento tão fundamental para o homem como o carbono”, conclui.
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Engenho da Notícia
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Aluno do Cena ficará um ano em Harvard
Francisco Fujita de Castro Mello é doutorando no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), porém irá passar os próximos 12 meses em Cambridge, nos Estados Unidos. O aluno teve seu projeto de tese de doutoramento selecionado para integrar o programa de Ciência da Sustentabilidade da Universidade de Harvard, no qual participará de discussões científicas, debates e diversos outros aspectos que o programa da renomada Universidade oferece.
A pesquisa se refere à mudança do uso da terra e a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) resultantes da expansão do cultivo da cana-de-açúcar para produção de etanol na região centro-sul do Brasil e vem sendo desenvolvido no Laboratório de Biogeoquímica Ambiental do Cena sob a orientação do professor Carlos Clemente Cerri. “Acredito que a dimensão do estudo chamou a atenção dos avaliadores”, disse com humildade o aluno que é agrônomo de formação e que foi um dos 12 selecionados num montante que superou mais de 200 trabalhos enviados do mundo todo.
“Até o momento, localizamos cerca de 100 áreas de estudo distribuídas ao longo dos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais. Esperamos que os resultados gerados por este projeto de pesquisa permitam desenvolver fatores de mudança de uso da terra no que se refere ao cultivo da cana-de-açúcar, que permitirão quantificar o potencial de sequestro de carbono dos solos”, explicou Mello ao justificar que o Programa de Ciência da Sustentabilidade da Universidade de Harvard é voltado para ações de ensino e intervenções sobre os desafios do desenvolvimento sustentável.
Os resultados deste projeto de pesquisa devem fornecer informações importantes que poderão ser utilizadas como base científica pelos tomadores de decisão do agronegócio de forma que a expansão do cultivo da cana-de-açúcar possa ocorrer gerando o mínimo impacto ao meio ambiente. “A expansão do cultivo da cana-de-açúcar poderia ter um impacto significativo no que se refere a emissão de GEE caso ocorra sobre áreas de vegetação nativa. No Brasil a situação predominante é a substituição de pastagens e de áreas degradadas, o que pode acarretar num baixo impacto, e que poderia ser revertido durante o primeiro ciclo de implantação da cultura devido a redução de emissões de GEE que o uso do etanol de cana-de-açúcar representa com relação ao uso dos combustíveis fósseis”.
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Engenho da Notícia
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TV Senado apresenta programa sobre “Tecnologias Nucleares”
O programa Repórter Senado estréia neste sábado (20/8), às 20h30, apresentando o tema “Tecnologias Nucleares”, gravado no Cena.
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