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Arquivado por: julho, 2011

Pesquisadora do Cena participa de estudo com Terra Preta de Índio da Amazônia

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

No campo experimental da Embrapa Amazônia Ocidental, localizado no município de Iranduba (AM), estão sendo realizados estudos em solos caracterizados como Terra Preta de Índio, também chamada de Terra Preta Antropogênica, em uma atividade inédita envolvendo 14 instituições de pesquisa e universidades do Brasil e do exterior. O Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena/USP) participa deste trabalho de campo, sendo representado pela pesquisadora Siu Mui Tsai. “Fomos convidados a participar desse projeto trabalhando com nosso conhecimento e competência no que se refere aos aspectos da ação da microbiota do solo”, diz a professora do Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Cena. As Terras Pretas de Índio (TPI) são sítios arqueológicos encontrados principalmente na Amazônia, com origem relacionada a povos ancestrais pré-colombianos. Esses solos são caracterizados pelo grande acúmulo de matéria orgânica, com grande disponibilidade de nutrientes como cálcio, magnésio, zinco, manganês, fósforo e carbono, por isso são considerados os mais férteis do mundo, além de conservarem sua fertilidade por longo tempo. “Este tipo de solo é completo, extremante autossustentável para a agricultura. A partir do estudo das terras pretas, está sendo possível desenvolver técnicas para reproduzir uma fertilidade semelhante a essa”, explica Tsai, informando ainda que, especificamente para o Cena, o estudo vem servindo para conhecimento nas áreas de química do solo, física do solo e microbiologia desses solos tropicais produzidas pelo povos indígenas da Amazônia. As atividades no campo da Embrapa envolvem uma equipe de 40 pessoas, que estarão em atividades práticas e teóricas de prospecção pedológica (estudo dos solos) e arqueológica. Na pedologia, são estudados os solos em seu ambiente natural e na arqueologia, as culturas do passado a partir da análise de seus vestígios materiais. Também participam do estudo pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Museu Paraense Emílio Goeldi, Esalq/USP, Universidade do Estado do Amazonas, Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade de Wageningen (Holanda). ________________ Engenho da Notícia Assessoria de Imprensa Cena/USP Tel: (19) 3302.0100 contato@engenhodanoticia.com.br

Cena sedia Fórum sobre plantas ricas em taninos

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Evento acontece em agosto e reunirá especialistas da área Nos dias 11 e 12 de agosto, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP) sediará o “II Fórum sobre Plantas ricas em taninos e outros bioativos para controle de helmintos em ruminantes”. O evento é organizado por pesquisadores da área que buscam agregar profissionais e desenvolver novas perspectivas sobre o assunto. O fórum terá início na quinta feira (11), às 9h30, quando acontecerá a primeira conferência, “Retrospectiva das ações desde o último fórum”, ministrada pela representante da Embrapa Pecuária Sudeste, Ana Carolina de Sousa Chagas. Às 10h30, Luciana Morita Katiki, do Instituto de Zootecnia (IZ), de Nova Odessa, irá abordar o tema “Uso de óleos essenciais no controle dos helmintos”. E às 11h15 o assunto será o “Uso da toxina Bacillus thurnigiensis no controle dos helmintos”, tratado por Felipe Ramos, da Universidade de Brasília (UnB). Haverá mais duas conferências ao longo do dia 11, às 14h, sobre “Metabólitos secundários das plantas medicinais para o controle de parasitas gastrintestinais”, coordenada por Jorge Ferreira, da Appalachian Farming Systems Research Center (ARS/USDA). Para finalizar, às 16h, “Perspectivas futuras no controle estratégico de helmintos em ruminantes”, com Hervé Hoste, do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA). O segundo dia de fórum é dedicado às apresentações dos resumos inscritos no evento. As apresentações acontecerão às 8h, 10h30 e às 14h. Às 16h haverá uma discussão final dos trabalhos expostos e uma orientação para pesquisas futuras. Os interessados em participar do Fórum devem efetuar o pagamento da taxa da inscrição e preencher a ficha, enviando ambos os documentos para o fax (019)3429-4228, da Secretaria do Laboratório de Nutrição Animal do Cena/USP. O preço das inscrições varia para estudantes, sócios e não sócios do Colégio Brasileiro de Parasitologia Veterinária (CBPV). Os estudantes sócios pagam R$60,00, os não sócios R$80,00. Para os sócios do CBPV a taxa é de R$80,00 e para os não sócios o custo é de R$110,00. Mais informações com o coordenador do Fórum, Helder Louvandini, através do e-mail louvandini@cena.usp.br. __________________ Engenho da Notícia Assessoria de Imprensa Cena/USP Tel: (19) 3302.0100 contato@engenhodanoticia.com.br

Pesquisa do Cena/USP estuda a origem do hambúrguer do Big Mac

Escrito por Marcelo. Postado em Destaques

Principal sanduíche do Mc Donald’s não é o mesmo nos diversos países onde é consumido O laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), órgão da Universidade de São Paulo (USP), viajou o mundo para descobrir o segredo do Big Mac, principal e mais conhecido produto da rede de fast-food Mc Donald’s, presente em mais de 100 países. Com o objetivo de apresentar as características culturais da alimentação mundial, o estudo pesquisou Big Macs provenientes de 26 nações. “O lanche, considerado o carro-chefe do Mc Donald’s, funciona como um poderoso traçador do sistema de produção de carne dos países. O hambúrguer fornece diversas e variadas informações”, conta o pesquisador Luiz Antonio Martinelli, responsável pela pesquisa. “Por ser servido em quase todo o mundo, o sanduíche tornou-se um útil objeto de estudo. Inclusive já existe o Big Mac Index, índice econômico que calcula o preço do Big Mac em todos os países em que é consumido, com o intuito de medir o valor de uma moeda em relação ao dólar”, completa. Para esse estudo, o pesquisador rastreou a cadeia alimentar do gado a fim de descobrir onde e como é produzido o principal ingrediente do Big Mac. “A carne moída para a produção de hambúrgueres é preparada em lotes, abrangendo uma multiplicidade de animais comprada de vários fornecedores. Portanto, os hambúrgueres se mostraram úteis integradores das características da carne disponível em uma área geográfica”, justifica. Assim, Martinelli comprovou que, apesar de o Big Mac ser uma comida global, seu sabor é local, pois o hambúrguer é originário do rebanho de cada país. “Mas isso não ocorre no mundo todo. Os isótopos estáveis do carbono e do nitrogênio da carne contida em cada um dos Big Macs estudados mostraram, por exemplo, que o lanche consumido no Japão é proveniente da Austrália, com gado alimentado com gramíneas do tipo fotossintético C4”. Esta conclusão foi baseada no fato que as carnes dos lanches japoneses tinham uma razão isotópica do carbono-13/carbono-12 mais elevada do que os esperados num país baseado em uma agricultura de ciclo C3 (norma que caracteriza a forma como a planta faz sua fotossíntese), comprovando que o Japão importa carne da Austrália, onde prevalece o modo fotossintético C4 da lavoura, ou seja, das plantas que suportam altas luminosidades, fato que não ocorre no país nipônico. “As análises dos isótopos estáveis dos elementos carbono e nitrogênio, contidos nos objetos de estudo, no caso a carne do lanche do Mc Donald’s, forneceram três importantes conclusões. A primeira é que com um simples hambúrguer é possível rastrear o que o gado come pelo mundo todo. A segunda nos confere à possibilidade de estabelecer como carnes produzidas em diferentes países viajam pelo mundo. E a terceira é que, por uma questão de mercado, o igual não é tão semelhante assim”, relata. Essas conclusões levaram Martinelli a empregar o conceito “glocal”, fusão das palavras global e local, no Big Mac. “O famoso lanche do Mc Donald’s tem a capacidade de estar, ao mesmo tempo, atualizado ao sistema mercadológico das empresas globais sem perder a influência cultural imposta pelo mercado local”, finaliza. ________________ Engenho da Notícia Assessoria de Imprensa Cena-USP (19) 3302.0100 contato@engenhodanoticia.com.br