USP
- CENA/PCLQ
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DIVULGAÇÃO DA TECNOLOGIA
DE
IRRADIAÇÃO DE
ALIMENTOS
E OUTROS
MATERIAIS
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Conservação pelo controle de umidade
Texto: Adriano Costa de Camargo
Orientação: Prof. Dr. Júlio Marcos Melges Walder
Laboratório de Irradiação de Alimentos e Radioentomologia
A
disponibilidade de água é um dos fatores mais importantes
para a manutenção da vida no nosso planeta, assim como a
presença de macronutrientes como carboidratos, proteínas,
lipídeos; micronutrientes como vitaminas e minerais e a
qualidade do ar. O conjunto desses fatores, em quantidade e qualidade
adequadas, é responsável pela manutenção do
equilíbrio fisiológico da vida.
Assim como
nós, os microorganismos necessitam de água para a sua
manutenção. Ela, como solvente universal, serve, por
exemplo, para transportar os nutrientes para todo o espaço
intracelular e para solubilizar nutrientes que na sua forma original
não poderiam ser aproveitados pelos microorganismos.
A
conservação por controle de umidade consiste na retirada
de água do alimento, ou seja, a sua desidratação.
Azeredo (2004), afirma que o objetivo principal da
redução da atividade de água de alimentos é
a redução das taxas de alterações
microbiológicas. Existem, ainda, outros objetivos adicionais,
como a redução de alterações
químicas, a redução de custos com embalagem,
transporte e distribuição, além da
conveniência.
A remoção de água dos alimentos pode ser feita das seguintes formas:
Secagem por ar aquecido
A
secagem convencional por ar aquecido é realizada em secadores
cujo sistema baseia-se na circulação de ar aquecido,
combinando, dessa forma, transferência de calor (aquecimento do
produto) e de massa (remoção da umidade) (Azeredo,
2004). Este método porém causa
alterações indesejáveis para os alimentos
principalmente o endurecimento da parte externa do mesmo, o que
é percebido pelo consumidor e que causa o desprezo do mesmo pelo
produto. Para atingir o mesmo objetivo com menores graus de
alteração nutricional e sensorial podemos utilizar a
liofilização, a atomização e a
desidratação osmótica.
Liofilização
O
processo de liofilização é composto por duas
etapas, congelamento rápido e sublimação da
água presente no congelado a vácuo. A
sublimação da água é o processo de passagem
da mesma do estado sólido (gelo) para o gasoso, sem passar pelo
estado líquido. Isso é feito devido a
combinação de pressão e temperatura adequadas. O
processo é rápido e causa poucas alterações
de ordem sensorial e nutricional aos produtos devido, também,
às baixas temperaturas requeridas. A principal
limitação deste processo é a econômica, uma
vez que este é o processo mais caro dentre os processos de
desidratação.
Atomização (Spray-drying)
A
secagem por atomização envolve a
pulverização de um alimento líquido, formando
gotículas que são lançadas em uma câmara
fechada. As gotículas entram em contato com uma corrente de ar
aquecido (em fluxo concorrente ou contracorrente), que supre o calor
necessário à evaporação, havendo, assim,
formação de partículas secas (Azeredo, 2004).
O
diferencial deste processo é o tempo de permanência do
produto no secador, de 5 a 100 segundos, o que é bom para
produtos termossensíveis.
Desidratação Osmótica
A
desidratação osmótica é bastante utilizada
como um pré-processo de desidratação, uma vez que
a água removida é da ordem de 40% a 70%. A água
restante pode ser retirada por exemplo por atomização,
diminuindo bastante os custos com energia.
O processo consiste
na imersão do alimento (geralmente frutas e hortaliças)
em solução supersaturada de soluto. O que ocorre é
a “captura” da água do alimento pelo soluto. Os
solutos geralmente são pouco absorvidos pelos produtos, uma vez
que a permeabilidade das membranas celulares a este tipo de composto
é pequena.
Bibliografia
AZEREDO, Henriette Monteiro Cordeiro de. Fundamentos de estabilidade de alimentos. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2004. 195 p.
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