USP -
CENA/PCLQ
|
DIVULGAÇÃO DA TECNOLOGIA
DE
IRRADIAÇÃO DE
ALIMENTOS
E OUTROS
MATERIAIS
|
Conservação por irradiação
Texto: Adriano
Costa de Camargo
Orientação: Prof.
Dr. Júlio Marcos Melges Walder
Laboratório de
Irradiação de Alimentos e
Radioentomologia
Quando
irradiamos os alimentos, na verdade, estamos submetendo-os a doses
minuciosamente controladas de uma radiação particular, a
radiação ionizante.
O objetivo é aumentar a vida útil (shelf life)
de produtos alimentícios para auxiliar em processos de
distribuição e comercialização. Além
disso, o incremento em tempo de conservação também
é sentido pelo principal ator no cenário comercial, o
consumidor.
A irradiação de alimentos não
causa prejuízos ao alimento no que tange a
formação de novos compostos químicos que poderiam
transmitir doenças ao ser humano quando da sua ingestão.
Porém, como em todo processo de conservação,
existem perdas no alimento de ordem nutricional e organoléptica.
A
propriedades organolépticas são as propriedades que podem
ser percebidas pelos sentidos do consumidor, como a cor, o sabor, a
texturas, e o odor.
As pesquisas são
necessárias, então, para determinarmos a dose de
irradiação, que deve ser aplicada a cada tipo de alimento
que maximize o seu tempo de conservação e, ao mesmo
tempo, minimize as perdas de ordem nutricional e organoléptica.
Para
medir as perdas nutricionais podemos lançar mão da
bromatologia, que estuda as quantidades de nutrientes como os
carboidratos, proteínas, lipídeos, cinzas (minerais) e
vitaminas e para as propriedades organolépticas trabalhamos com
as análises sensoriais. Para Silva Junior (2002), análise
sensorial é a disciplina científica usada para evocar,
medir, analisar e interpretar reações das
características dos alimentos e materiais como são
percebidas pelos sentidos da visão, olfato, gosto, tato e
audição.
Quando irradiamos os alimento, a primeira
coisa que analisamos é qual é o alimento que vai ser
tratado por irradiação e qual o objetivo que queremos
alcançar no final do processo.
O tratamento por
irradiação pode ser aplicado para inibir
brotamento, (para bulbos e tubérculos), retardar a
maturação e senescência, ou seja,
envelhecimento (frutas e legumes), redução de carga
microbiológica (carnes, frutas e legumes),
eliminação de parasitas e pragas (grãos, cereais,
frutas e especiarias) e esterilização (alimentos prontos
para o consumo, conservados em temperatura ambiente). Na figura
temos o exemplo de cebolas não irradiadas e cebolas irradiadas,
esta foto foi tirada depois de seis meses da irradiação.
Bibliografia
SILVA JUNIOR, E.O. Manual de controle higiênico-sanitário em alimentos. 5.ed. São Paulo, Livraria Varela. 2002. 479 p.
| página
anterior |
|