USP
- CENA/PCLQ
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DIVULGAÇÃO DA TECNOLOGIA
DE
IRRADIAÇÃO DE
ALIMENTOS
E OUTROS
MATERIAIS
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Conservação por defumação
Texto: Adriano Costa de Camargo
Orientação: Prof. Dr. Júlio Marcos Melges Walder
Laboratório de Irradiação de Alimentos e Radioentomologia
O processo de defumação baseia-se na
exposição do alimento à fumaça proveniente
da queima incompleta de madeira, serragem, carvão, etc. Este
processo é utilizado, principalmente, para carnes bovinas,
pescado e embutidos.
A fumaça resultante da queima da madeira contém compostos
químicos formados durante o processo, como os aldeídos,
fenóis e ácidos alifáticos, que têm poder
bactericida.
Além do efeito dos compostos químicos formados durante o
processo, a exposição do alimento a altas temperaturas
tem papel coadjuvante, uma vez que age como tratamento pelo calor e
como desidratante, diminuindo, portanto, o teor de água dos
alimentos. Ocorre também a formação de uma
“casca” externa que atua como um “isolante” que
dificulta a entrada de novos contaminantes.
A seguir algumas das vantagens da defumação citadas por Evangelista (2000):
- durante o
processo, a camada superficial do produto fica impregnada dos
componentes da fumaça, que lhe dão certa
proteção contra os microorganismos;
- confere marcado
poder conservador, devido ao calor alcançado e a
penetração, no produto, dos componentes da fumaça;
a combinação da fumaça e do elevado grau de calor
(60 graus), pode diminuir cerca de dez mil vezes, a
população bacteriana da superfície;
- o sal presente e
a desidratação resultante da defumação,
ajudam a conservação do alimento.
Bibliografia
Evangelista, José. Tecnologia de alimentos. São Paulo. Editora Atheneu, 2000. 652 p.
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